adolescência, Convidados Matutaí, dicas, educação, escola, estudo, Matutaí, por Vivian Wrona Vainzof, volta às aulas

Nota baixa na escola, e agora?

Meu pai me dizia que quem não cola não sai da escola. A citação original talvez seja o contrário dessa, mas qualquer uma delas traz a angústia dos alunos com relação às notas e as provas e a aprovação no final do ano. Não tenho saudades desse tempo.

Como mãe, ainda acho que as escolas exigem das crianças um enquadramento excedido e descabido, mas já que o combinado é seguir as regras do jogo, aí vão algumas dicas da SOS Educação para salvar os ano letivo.

As notas do meu filho estão péssimas. Ainda dá tempo de fazer alguma coisa?

A resposta para a pergunta começa com um alto e sonoro “sim”! E aí vão 6 razões pelas quais podemos afirmar que está em tempo de ajudar seu filho:

  • Não é o ano letivo que precisa ser salvo, mas sim a relação do seu filho e de toda a família com os estudos. A compreensão de que aprender requer esforço e concentração, mas que a recompensa virá para ele mesmo. Não em forma de um bom emprego daqui a não se sabe quanto tempo e nem o que seria um bom emprego. O retorno vem agora, logo depois de uma sessão de estudos produtiva: a sensação de estar no controle, de ser capaz de se dedicar a um objetivo por si só é um combustível muito poderoso, capaz de ajudar na mudança de comportamento em relação aos estudos.
  • O último período letivo do ano escolar está aí e vai acontecer de qualquer jeito. Passar por ele não é uma opção. A maneira como vai ser enfrentado é sim uma decisão do seu filho e de toda a família. Você pode propor o desafio de juntos vocês garantirem que este seja o período deste ano que vão guardar na memória. E juntos, planejar o que precisa ser feito por cada um para que todos tenham ótimas lembranças destes últimos meses de escola. Acredite: seu filho é capaz de se comprometer com uma lista de ações propostas por ele mesmo!
  • Caso as notas dos períodos anteriores tenham sido, em sua maioria, baixas, não há dúvida de que a auto estima já está comprometida. Ainda que tente esconder isso ou disfarçar com postura do tipo “não estou nem aí”, um aluno com notas baixas acaba por não acreditar em sua capacidade de reverter esse quadro. Aqui está o foco do que precisa ser resgatado imediatamente: a auto confiança do seu filho. Com a auto estima em baixa, o cérebro recusa desafios e estudar acaba por realmente se tornar uma missão impossível. Para ajudar, tire o foco das notas. Discursos sobre como ele é lindo ou inteligente também não ajudam em nada neste momento. Uma dica é dividir com ele alguma tarefa doméstica par que você possa fazer elogios autênticos. Estes de fato impactam fortemente a auto estima. Ser elogiado por algo que ele sabe que fez ajuda a melhorar a auto estima e gera o combustível necessário para enfrentar os desafios dos estudos.
  • Encontrar uma forma de se organizar para o momento da tarefa e dos estudos é o caminho para enxergar este desafio de final de ano na proporção que ele realmente tem: pode até parecer um monstro antes de ser dominando e compreendido. Torna-se um simples desafio depois que seu filho percebe que tem as ferramentas necessárias para domar e vencer o que antes parecia mais forte que ele. Procure ajuda caso a rotina da família seja muito corrida ou se você está em situação de alto estresse. Conseguir enfrentar a situação com o envolvimento emocional na medida certa vai fazer toda a diferença. Ninguém poderá substituir o papel dos responsáveis no apoio, demonstração de que acreditam que o filho é capaz e na união para mudar a rotina dentro de casa. Mas técnicas eficazes de organização e estudos podem sim fazer toda a diferença agora e um especialista entra neste ponto. Temos essa opção de atendimento individual.
  • As notas baixas ao longo do ano vão causar danos para além deste período escolar. A matéria ensinada agora deveria formar a base para conteúdos mais complexos que virão não somente nos próximos meses, mas principalmente nos anos seguintes. Eis mais um motivo porque investir tempo, atenção e muito esforço agora ainda é fundamental. Mesmo que as notas venham em nível suficiente para “passar raspando”, isso não deve ser o suficiente. A matéria que não foi assimilada agora fará falta ali na frente, no próximo ano letivo. O aluno que não aprender a estudar agora, já começará o ano seguinte em defasagem e sem o interesse e garra necessários para fazer diferente na série seguinte.
  • E, finalmente, o principal: ainda está em tempo porque não podemos jamais desistir de ajudar nossos filhos a se encontrarem como seres humanos capazes que são de aprender. Um aluno que consegue descobrir seus próprios caminhos para estudar, buscar recursos para tirar suas dúvidas, enfrentar o desafio de matérias nas quais precisa dedicar mais tempo e esforço se torna um ser humano mais forte, batalhador, capaz de lutar por seus sonhos.

Sim, ainda está em tempo de fazer um final de ano letivo livre de sustos, frustrações e dedos apontados para os culpados. Lembre-se de que não é a nota que vocês buscam, mas sim a mudança de rotina de estudos. E as notas? Fique tranquila que essas virão como consequência!

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Volta às aulas cheio de nove horas

Não são nove horas ainda e eu já escuto o silêncio da noite indo se deitar. Já deve estar de banho tomado, de dente escovado, pronto para a canção de ninar. Tenho a impressão de que nas férias escolares, a cidade toda desacelera, descansa um pouco mais, se assossega para compensar a exaltação das crianças.

Meus filhos estão em estado de graça, o que me preocupa um pouco, porque as férias são curtas demais para serem os melhores momentos da vida. Gosto mais da ideia de que a vida é boa todo dia, mas ainda não consegui convencer muita gente dessa minha teoria. Vai ver, êxtase é mesmo um relance inapreensível e a vida é o delicioso trabalho duro que nos leva até lá. Vai saber.

Em todo caso, hoje, contrariando as vontades infantis, encerrei mais cedo a programação. Antes das nove, quis que fossem dormir com o silêncio da casa, com a calma da noite. Com revolta e reivindicação, foram se aninhando no edredom, foram apagando as luzes, foram escolhendo histórias, foram entrando no transe do sono que garante a paz familiar do dia seguinte.

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Falta uma semana para o fim das férias e a volta às aulas. Eu não gostaria de ser o mensageiro da má notícia, caso meus filhos não tenham se atentado a isso, mas é mesmo inevitável romper o clímax, o gozo é fulgaz.

Hoje, mais cedo, eu lia as recomendações da SOS Educação, sobre a retomada da rotina na véspera do fim das férias. Achei boas dicas para que o retorno seja sereno. Há anos eu tenho certeza de que o sono é o elemento fundamental para que as crianças fiquem em paz no dia a dia.

A Tais Bento, da SOS, conta que boas noites de sono são, inclusive, indispensáveis para que o aprendizado seja bem absorvido. É à noite que o cérebro consolida o que aprendeu durante o dia e também limpa os excessos, se livrando do que não é indispensável e abrindo espaço para aprender mais. Crianças descansadas são mais atentas, mais concentradas e mais equilibradas para lidar com os desafios cognitivos ou sociais que a vida inevitavelmente vai apresentar. Segundo a Tais, a orientação da National Sleep Foundation é de 9 a 11 horas de sono para crianças, e 8 a 10 horas de sono para adolescentes cumprirem um ciclo completo de sono.

Como o organismo pede alguns dias de prática para se acomodar, a sugestão é começar desde já. A cada dia, 15 ou 30 minutos mais cedo, até entrar na linha. Mesmo sem sono, ela recomenda ir para a cama num horário propício e escolher uma atividade relaxante para aguardar o sono chegar. Ler, conversar ou ouvir música com os filhos na cama pode ser um ritual de consolidação da vida, pra guardar bem fundo todos os bons momentos, das férias ou não, e a chance de limpar os excessos, clarear mal entendidos, digerir os desgostos.

Deu certo. A versão instrumental de Yellow Submarine acabou pela 2a vez, eles já devem estar dormindo.

Bom recomeço a todos nós.