brincadeira, Convidados Matutaí, dicas, educação, infância, Matutaí, por Vivian Wrona Vainzof, superação

Da fome à gula

Tem dia que quero mudar o mundo.Tem dia que sou insignificante demais para existir. E então tem as histórias que tornam alguém tão grande, que o mundo vira uma bolinha de gude, uma criança de colo, um grão arroz, de comer numa bocada só.Essa menina Ebiliane, que eu conheci hoje, hoje me emocionou pela sua grandeza, por querer abraçar o mundo, por querer comer tudo sem mastigar, por querer fazer do mundo, o seu brinquedo. Ela não é mãe, mas quer pegar o mundo no colo e cuidar como se fosse seu.

Nascida na roça, no interior da Bahia, ela cresceu certa de que chegaria lá. E “lá” era qualquer lugar aonde ela escolhesse ir. Cresceu paulista da periferia, com dificuldades que não são fáceis nem de contar. Aos doze anos, essa menina que, na infância, passou fome, trocava com as crianças da sua comunidade, armas de brinquedos por livros. E a sede de ser e acontecer só aumentava. Antes de se formar na escola, ela já questionava o acesso dos jovens à tecnologia, reflexão que virou monografia.

Depois, ganhou bolsa e fez faculdade, participou de congressos internacionais como jovem empreendedora, fez projeto social, tornou-se empresária da educação e dá aulas sobre a arte de brincar para educadores, todos mais velhos do que ela.

A história da Ebiliane tem preconceito, tem superação, mas as lágrimas, quando rompem a barragem da Ebiliane, carregam mainha. Foi mainha quem acreditou primeiro que, nascer na roça, não era destino. Foi ela quem contou às filhas que as suas limitações não eram as delas.

Da fome à gula, Ebiliane ainda quer mais. Ela quer fazer do mundo um lugar melhor, onde os pais acreditem que as crianças vêm prontas para aprender e para crescer, se a gente deixar. Ela me disse, hoje, que trocaria todos os luxos com que poderia sonhar, pela oportunidade de ver qualquer criança pisar na terra e pegar minhoca. É nisso que ela investe. É esse o seu convite para quem quer educar.

image2

Para mim, essa história conta que, mãe, é o maior legado que alguém pode carregar na vida. É mãe que vê o tamanho da nossa fome e quanto do mundo a gente pode devorar.

Quando eu crescer, quero ter uma história como a dela, para contar.

Conheça um pouco mais sobre os trabalhos da Ebi!

Anúncios
dicas, educação, Eletrônicos, infância, Matutaí, por Vivian Wrona Vainzof, reflexão, relações afetivas

Trovoadas do século

Quando demos um celular ao meu filho mais velho, eu não tinha convicção de que era a hora, nem de que a ideia era das melhores que já tivemos como pais. Se por um lado ele já tinha dez anos, por outro lado, ele só tinha dez anos.

Fui ter meu primeiro celular depois dos vinte. Smart fone, só perto dos trinta. Em poucos anos, meu cérebro eletrônico se faz indispensável e, olhando ao redor, estou certa de que a droga do século está na nuvem e o céu está negro.

Estudiosos de renome e pesquisadores muito reputados recomendam adiar o contato das crianças com a tecnologia, prevendo condições tenebrosas. E mesmo assim, é cada vez mais precoce o acesso dos filhos a vídeos, jogos e redes sociais. Há guias, manuais e cartilhas sobre o uso da tecnologia, sugerindo que bebês não assistam conteúdo digital (nem TV) antes dos 2 anos e que jovens só tenham o próprio celular à partir dos 13. Os principais executivos das grandes empresas de tecnologia no Vale do Silício privam seus filhos do acesso às telas por toda a infância e escolhem escolas que privilegiam papel e lápis, quadro negro e mural de avisos até atingirem o Ensino Médio. (NYT via Folha de São Paulo)

Será que é possível seguir toda essa recomendação no nosso tempo?

Tenho inveja de pais que mantém seus limites respeitados. Mas também não posso abrir mão das boas oportunidade que a conversa me dá de refletir e educar.

Negociamos muito antes de eu concordar em ter um filho conectado. Argumentei que os adultos não estão aptos a fazer bom uso da tecnologia e foi ele quem me aliviou: “vocês não tiveram adultos que orientassem e eu tenho”.

Então, quando demos o celular ao meu filho mais velho, fizemos, juntos, nosso acordo de boas práticas: para que serve o celular? Quando é e quando não é oportuno usar? Quais as responsabilidades? O que se ganha e o que se perde com isso? Como encarar os riscos? Quais as consequências?

A conversa não pára. Se o celular fica sempre do lado de fora do quarto, na hora de dormir, o fluxo de aprendizado que essa reflexão desperta, não sai de dentro da gente. Hoje, combinamos de conversar sobre mensagens impróprias que circularam por ali recentemente. Sem alarde, sem mobilização coletiva, estarei de novo presente para acolher e ensinar, para ouvir e ponderar, para descobrir com ele o melhor caminho.

Criança que não sai de casa sozinha, não está preparada para circular desacompanhada pelas ruas virtuais.

O dilúvio é iminente. Eu já escuto as trovoadas. Não podermos poupar os sapatos por medo de desmanchar o penteado.

criancacelular

dicas, Família, férias, Matutaí, por Vivian Wrona Vainzof, relações afetivas, viagem

A arte de viajar em família

Cheguei de viagem com a família e estou desfazendo as malas de aprendizados que trouxe de lá.

Primeiro guardei os patinetes, que levamos para suavizar as caminhadas. As calçadas sem fim, da cidade que não dorme nunca, foram um tapete macio e as perninhas curtas estiveram mais dispostas nos dias longos.

Depois guardei os chocolates e as balas mais diferentes que encontramos, na contramão da minha resistência ao consumo de açúcar. Se a ideia de viajar é experimentar, não vale só experiências que eu julgar valiosas.

Guardei as mochilas das crianças, que ainda tinham restos de biscoito e um suco. Nós não fizemos incursões gastronômicas, as refeições foram acontecendo pelo caminho e o caminho foi se definindo no passeio. Nesse passo, ter alguma coisa sempre a mão foi um atalho para desviar da fome que faz desandar as férias.

Tirei do bolso o troco do dinheiro que incumbi a cada criança cuidar. A responsabilidade deles era tomar decisões próprias sem extrapolar o que tinham. Achei interessante ver um gastar tudo num brinquedo caro e o outro ir desembolsando aos poucos em coisa miúda. Cada um a seu modo, eles sentiram na pele a importância de escolher e renunciar, de não saber o que virá, de se arrepender e de valorizar o que têm. Também vi generosidade e gratidão dando as caras nessa impagável experiência.

A viagem com filhos tem outro ritmo e outras prioridades. Demoramos uns dias para entender isso e perceber que brincar na praça ou assistir ao voo das borboletas não é perda de tempo, mesmo deixando cartões postais sem visitar. Que comer com calma e alongar as pausas é fundamental.

E quantos museus se pode devorar num mesmo dia, ou numa semana? Aprendi com meus filhos que a visita é mais significativa se ela durar apenas o tempo do prazer. A vida está aí para eles sentirem Matisse, Monet, Portinari e descobrirem como a arte faz desabrochar os sentidos. Eu plantei a semente.

Foi uma viagem solta, sem programação nem compromisso. Andamos, sentamos, olhamos, nos falamos e nos ouvimos. Se não conhecemos todos os museus, descobrimos uns aos outros. Se não visitamos tantos pontos turísticos, pudemos nos revisitar.
Coloquei a mala vazia no armário.

Preferi guardar embaixo do colchão as experiências mais autênticas, que não estão em guia e que ninguém recomendou. Aquelas que são a cara da nossa família e que ninguém nunca mais vivenciará da mesma forma, nem mesmo nós quatro.

viagememfamilia2

adolescência, Convidados Matutaí, dicas, educação, escola, estudo, Matutaí, por Vivian Wrona Vainzof, volta às aulas

Nota baixa na escola, e agora?

Meu pai me dizia que quem não cola não sai da escola. A citação original talvez seja o contrário dessa, mas qualquer uma delas traz a angústia dos alunos com relação às notas e as provas e a aprovação no final do ano. Não tenho saudades desse tempo.

Como mãe, ainda acho que as escolas exigem das crianças um enquadramento excedido e descabido, mas já que o combinado é seguir as regras do jogo, aí vão algumas dicas da SOS Educação para salvar os ano letivo.

As notas do meu filho estão péssimas. Ainda dá tempo de fazer alguma coisa?

A resposta para a pergunta começa com um alto e sonoro “sim”! E aí vão 6 razões pelas quais podemos afirmar que está em tempo de ajudar seu filho:

  • Não é o ano letivo que precisa ser salvo, mas sim a relação do seu filho e de toda a família com os estudos. A compreensão de que aprender requer esforço e concentração, mas que a recompensa virá para ele mesmo. Não em forma de um bom emprego daqui a não se sabe quanto tempo e nem o que seria um bom emprego. O retorno vem agora, logo depois de uma sessão de estudos produtiva: a sensação de estar no controle, de ser capaz de se dedicar a um objetivo por si só é um combustível muito poderoso, capaz de ajudar na mudança de comportamento em relação aos estudos.
  • O último período letivo do ano escolar está aí e vai acontecer de qualquer jeito. Passar por ele não é uma opção. A maneira como vai ser enfrentado é sim uma decisão do seu filho e de toda a família. Você pode propor o desafio de juntos vocês garantirem que este seja o período deste ano que vão guardar na memória. E juntos, planejar o que precisa ser feito por cada um para que todos tenham ótimas lembranças destes últimos meses de escola. Acredite: seu filho é capaz de se comprometer com uma lista de ações propostas por ele mesmo!
  • Caso as notas dos períodos anteriores tenham sido, em sua maioria, baixas, não há dúvida de que a auto estima já está comprometida. Ainda que tente esconder isso ou disfarçar com postura do tipo “não estou nem aí”, um aluno com notas baixas acaba por não acreditar em sua capacidade de reverter esse quadro. Aqui está o foco do que precisa ser resgatado imediatamente: a auto confiança do seu filho. Com a auto estima em baixa, o cérebro recusa desafios e estudar acaba por realmente se tornar uma missão impossível. Para ajudar, tire o foco das notas. Discursos sobre como ele é lindo ou inteligente também não ajudam em nada neste momento. Uma dica é dividir com ele alguma tarefa doméstica par que você possa fazer elogios autênticos. Estes de fato impactam fortemente a auto estima. Ser elogiado por algo que ele sabe que fez ajuda a melhorar a auto estima e gera o combustível necessário para enfrentar os desafios dos estudos.
  • Encontrar uma forma de se organizar para o momento da tarefa e dos estudos é o caminho para enxergar este desafio de final de ano na proporção que ele realmente tem: pode até parecer um monstro antes de ser dominando e compreendido. Torna-se um simples desafio depois que seu filho percebe que tem as ferramentas necessárias para domar e vencer o que antes parecia mais forte que ele. Procure ajuda caso a rotina da família seja muito corrida ou se você está em situação de alto estresse. Conseguir enfrentar a situação com o envolvimento emocional na medida certa vai fazer toda a diferença. Ninguém poderá substituir o papel dos responsáveis no apoio, demonstração de que acreditam que o filho é capaz e na união para mudar a rotina dentro de casa. Mas técnicas eficazes de organização e estudos podem sim fazer toda a diferença agora e um especialista entra neste ponto. Temos essa opção de atendimento individual.
  • As notas baixas ao longo do ano vão causar danos para além deste período escolar. A matéria ensinada agora deveria formar a base para conteúdos mais complexos que virão não somente nos próximos meses, mas principalmente nos anos seguintes. Eis mais um motivo porque investir tempo, atenção e muito esforço agora ainda é fundamental. Mesmo que as notas venham em nível suficiente para “passar raspando”, isso não deve ser o suficiente. A matéria que não foi assimilada agora fará falta ali na frente, no próximo ano letivo. O aluno que não aprender a estudar agora, já começará o ano seguinte em defasagem e sem o interesse e garra necessários para fazer diferente na série seguinte.
  • E, finalmente, o principal: ainda está em tempo porque não podemos jamais desistir de ajudar nossos filhos a se encontrarem como seres humanos capazes que são de aprender. Um aluno que consegue descobrir seus próprios caminhos para estudar, buscar recursos para tirar suas dúvidas, enfrentar o desafio de matérias nas quais precisa dedicar mais tempo e esforço se torna um ser humano mais forte, batalhador, capaz de lutar por seus sonhos.

Sim, ainda está em tempo de fazer um final de ano letivo livre de sustos, frustrações e dedos apontados para os culpados. Lembre-se de que não é a nota que vocês buscam, mas sim a mudança de rotina de estudos. E as notas? Fique tranquila que essas virão como consequência!

notaspessimasescola

dicas, Matutaí, por Vivian Wrona Vainzof, volta às aulas

Volta às aulas cheio de nove horas

Não são nove horas ainda e eu já escuto o silêncio da noite indo se deitar. Já deve estar de banho tomado, de dente escovado, pronto para a canção de ninar. Tenho a impressão de que nas férias escolares, a cidade toda desacelera, descansa um pouco mais, se assossega para compensar a exaltação das crianças.

Meus filhos estão em estado de graça, o que me preocupa um pouco, porque as férias são curtas demais para serem os melhores momentos da vida. Gosto mais da ideia de que a vida é boa todo dia, mas ainda não consegui convencer muita gente dessa minha teoria. Vai ver, êxtase é mesmo um relance inapreensível e a vida é o delicioso trabalho duro que nos leva até lá. Vai saber.

Em todo caso, hoje, contrariando as vontades infantis, encerrei mais cedo a programação. Antes das nove, quis que fossem dormir com o silêncio da casa, com a calma da noite. Com revolta e reivindicação, foram se aninhando no edredom, foram apagando as luzes, foram escolhendo histórias, foram entrando no transe do sono que garante a paz familiar do dia seguinte.

voltaasaulasnovehoras

Falta uma semana para o fim das férias e a volta às aulas. Eu não gostaria de ser o mensageiro da má notícia, caso meus filhos não tenham se atentado a isso, mas é mesmo inevitável romper o clímax, o gozo é fulgaz.

Hoje, mais cedo, eu lia as recomendações da SOS Educação, sobre a retomada da rotina na véspera do fim das férias. Achei boas dicas para que o retorno seja sereno. Há anos eu tenho certeza de que o sono é o elemento fundamental para que as crianças fiquem em paz no dia a dia.

A Tais Bento, da SOS, conta que boas noites de sono são, inclusive, indispensáveis para que o aprendizado seja bem absorvido. É à noite que o cérebro consolida o que aprendeu durante o dia e também limpa os excessos, se livrando do que não é indispensável e abrindo espaço para aprender mais. Crianças descansadas são mais atentas, mais concentradas e mais equilibradas para lidar com os desafios cognitivos ou sociais que a vida inevitavelmente vai apresentar. Segundo a Tais, a orientação da National Sleep Foundation é de 9 a 11 horas de sono para crianças, e 8 a 10 horas de sono para adolescentes cumprirem um ciclo completo de sono.

Como o organismo pede alguns dias de prática para se acomodar, a sugestão é começar desde já. A cada dia, 15 ou 30 minutos mais cedo, até entrar na linha. Mesmo sem sono, ela recomenda ir para a cama num horário propício e escolher uma atividade relaxante para aguardar o sono chegar. Ler, conversar ou ouvir música com os filhos na cama pode ser um ritual de consolidação da vida, pra guardar bem fundo todos os bons momentos, das férias ou não, e a chance de limpar os excessos, clarear mal entendidos, digerir os desgostos.

Deu certo. A versão instrumental de Yellow Submarine acabou pela 2a vez, eles já devem estar dormindo.

Bom recomeço a todos nós.

dicas, Família, por Vivian Wrona Vainzof, viagem

“Eu nasci há 10 anos atrás”

Mais umas semanas e meu filho mais velho faz 10 anos. Quando a gente vai completando décadas, o tempo corre ainda mais? Da aparência do menino gorducho, de cabelos cacheados, que corria, corria e não parou mais de correr, não sobrou muita coisa, mas eu encontro com ele no fundo do olhar. Os anos esticaram o tempo e esticaram ele todo, já dá no meu ombro. E ele, que aos 3 anos achava que eram seus tênis que corriam rápido, foi, devagar, desvendando outras verdades. Descobriu que pai se engana, que mãe se arrepende, e que somos outro para cada filho. Aprendeu que os do bem e os do mal se confundem e que é bom desconfiar, mas confiar é ainda melhor. E que se arriscar vale a pena; que ele é ele e mais ninguém; que a fada do dente era eu.

O que eu descobri nesses 10 anos dá pra conversa de metro. Mas de tudo, o que mais aprendi é que o que importa mesmo é estar perto deles antes que cresçam. E durante. E depois.

Às mães e pais de crianças que estão crescendo rápido demais, descobrindo tantas e tantas coisas que imaginamos sermos nós quem ensinaríamos, uma dica: corram! Desfrutem do tempo com eles, apreciem as histórias que eles contam, saibam o que faz seus olhos brilhar.

Encontrei no site Parents Magazine, essa lista de viagens nos Estados Unidos, cheias de fantasia, para se fazer com os filhos antes que eles completem 10 anos.

Museu Eric Carle de ilustração 
É um estúdio enorme e colorido, de iluminação narural, onde as crianças criam um sem número de projetos. Pode ser em papel machê, como as figuras que ilustram o trabalho do Eric Carle, desenho ou um trabalho manual referente a algum evento especial ou exibição temporária , ou colagem. O museu conta ainda com uma biblioteca com milhares de livros ilustrados. Vale a pena uma parada para uma leitura mediada por um guia de lá. Do lado de fora da biblioteca, você encontra uma gigantesca lagarta, a mais famosa dos livros de Eric.

Trem Polar Expresso
Inspirado no livro clássico, essa estrada de ferro que atravessa mais de 30 cidades (entre elas Durango, no Colorado, Newport, em Rhode Island, Williams, no Arizona e Miami) oferecem passeios de 1 hora com uma leitura do livro e uma visita ao papai Noel. Algumas rotas ofereceram uma xícara de chocolate quente com biscoitos e um presente do Papai Noel.

Uma experiencia Crayola
paraíso de atividades manuais para crianças são, para nossa surpresa, tecnológicas. O parque foi renovado e as crianças podem criar trabalhos de arte digitais e projetar numa grande tela. Também é possível criar rótulos personalizados para os seus lápis de cera, ou um pagina para pintar a sua própria imagem. Há uma animação com a história de como é feito o giz de cera. Muito interessante para crianças artistas!

Centros de descoberta Lego
Esses centros parecem um museu infantil bem descolado. Tem em Atlanta, em Schaumburg, Illinois, em Grapevine, no Texas, em Kansas City, no Missouri, em Yonkers, Nova York e Somerville, em Massachusetts. Jovens fãs de Lego podem participar de torneios de criação em Lego, criar curta-metragens em 4-D e fazer aulas de como montar. Algumas das localidades possuem área especial para os menores, com Lego Duplo e até uma mostra do Star Wars.

Parque David F. Bolger 
Esse parquinho foi criado por um designer alemão e fica dentro do Jardim Bayfront. Criativo, colorido e cheio de surpresas, como o balanço das flores, mini trampolins e um escorregador de 3 andares de altura que as crianças podem escalar por redes. Os menores vão apreciar a casinha com fonte e um escorregador que cai na água.

Parque Temático Jardim Gilroy 
O que era um santuário das árvores se tornou um paraíso para as famílias. Não espere seus filhos crescerem para experimentar. Os passeios acontecem pelo meio de pomares e hortas, onde as crianças vão poder brincar com plantação de alho, morango ou cogumelos. O parque está apto a receber famílias com carrinho de bebê. Há um lago onde pode acontecer de alguma flor te espirrar água!

Walt Disney World e Disneylandia
Seus filhos podem ter ido para a Disney alguma vez ou você pode estar esperando o momento certo para levá-los. Existe, no entanto, uma janela perfeita para tornar inesquecível a experiencia de encontrar os personagens pessoalmente. Se as crianças já tiverem 10 anos ou mais, essa experiencia não será mais tão mágica. Mas para os menorzinhos, esse encontro deixa uma lembrança eterna.

Aquário de Monterey 
Interessante para todas as idades. Uma área molhada que passa por túneis, paredes texturizadas e janelas baixas é especial para crianças pequenas. Entre as mais de 45 atrações, as crianças vão brincar com enguias de pelúcia, tocar ouriços e outras criaturas do mar, se fantasiar de cavalo marinho enquanto apreciam ao vivo os mesmos num tanque vizinho dali. Há também muitos jogos relacionados à vida marinha.

Resort Keystone
Um retiro na montanha onde as crianças encontram um castelo de neve do seu próprio tamanho assim que descem do teleférico. Tem túneis, uma torre de observação, escorregadores e um trono esculpido em gelo. Aos sábados acontece uma parada com desfile do mascote e distribuição de cookies.

Museu infantil de Indianapolis
O maior museu infantil dos Estados Unidos tem 5 andares de diversão para crianças, desde as menores até os pré-adolescentes. Na estação dos dinossauros uma criança de 3 anos pode se fantasiar de dinossauro, enquanto uma de 8 conversa com um paleontólogo sobre um fóssil verdadeiro de dinossauro. Mas quanto antes você puder essa viagem para conhecer o museu, melhor. A exibição principal, no 3º andar, é para crianças até 5 anos10 anos

dicas, educação, Felicidade

A receita de Felicidade, pelo professor de Havard Tal Ben-Shahar

felicidade é um estado de espírito, é um olhar para o mundo. Ser feliz é uma atitude muito particular, por isso achei difícil acreditar no passo a passo do professor israelense Tal Ben-Shahar, que dá aula de Psicologia Positiva numa das disciplinas mais concorridas de Harvard. Mas as suas dicas, publicadas anos atrás no portal da Revista Exame, foram uma boa surpresa. Ele não indica comportamentos positivos com toques motivacionais que irão mudar a vida de alguém para sempre. Ao contrário, ele sugere pequenas ações corriqueiras que trazem bem estar, como se fossem elas as mudanças que faltavam para alguém ser feliz. Coisas tão simples que poderiam passar despercebidas, mas também tão acessíveis e primordiais, que é quase impossível imaginar que seríamos felizes sem elas.

Acho sempre bom lembrar da alegria das pequenas coisas, da presença em todos os momentos e da consciência nas nossas escolhas. E antes que eu caia na vala da auto-ajuda, retomo as recomendações do professor Shahar, para que sejamos capazes de enfrentar a vida com alegria:

  • DICA 1: Agradeça sempre
  • DICA 2: Pratique regularmente uma atividade física.
  • DICA 3: Tome sempre um bom café da manhã.
  • DICA 4: Comunique-se com clareza.
  • DICA 5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado.
  • DICA 6: Enfrente seus desafios.
  • DICA 7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos.
  • DICA 8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas.
  • DICA 9: Use sempre sapatos confortáveis.
  • DICA 10: Cuide da sua postura.
  • DICA 11: Ouça boa música e leia bons livros.
  • DICA 12: O que você come tem um impacto direto na sua saúde e no seu humor.
  • DICA 13: Cuide-se e sinta-se atraente.

*A felicidade é como um controle remoto, perdemos sempre, ficamos loucos procurando por ele e muitas vezes, sem saber, estamos sentados em cima dele.*

professor Tal Ben-Shahar
professor Tal Ben-Shahar

Fonte: Revista Examesize_960_16_9_tal-ben-shahar